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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

para minhas filhas

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Para pensar.
Eu sou pai de duas lindas meninas, uma garotinha de dez anos e uma linda bebê de onze meses.

Hoje, várias meninas, com a idade entre Clara e Sophia, terão seus lábios, clitóris ou ambos removidos de forma cruenta, com navalhas mal afiadas, oxidadas, sujeitando-se à dor, humilhação, infecções, quem sabe à morte, quer por hemorragias, quer por doenças assim adquiridas.

Hoje, sem qualquer justificativa que não o escroto e nojento machismo, perpetuado não só por homens, como também por mulheres, rouba a identidade sexual de menininhas e mocinhas.

Hoje, me revolta o estômago ler e saber que essa prática milenar ainda persiste.

Há quem diga, "veja bem, é costume cultural, não devemos intervir". Se é assim, o Brasil era povoado por nações que tinham como costume cultural devorar carne humana, quer fosse de inimigos ou dos mais valentes de seus valentes. Será que alguém topa a volta de tal costume cultural?

Hoje, meninas crescem…

valeu, Maestro Pletskaya!

E Porto Alegre, o Rio Grande, que havia perdido pro Céu o Giba Giba, agora vê o maestro Pletskaya ir pra Sbornia celeste....aqui, a saudade da genialidade, de criatividade, a perda de um grande músico, um desses poucos artistas completos. Descansa, Nico! Deixamos a letra de uma de tuas canções como reverência e saudade....


 Feito um picolé no sol

Quero um barco meio mar
Um meio, não achei, não veio
Pra sair do charco feio
Quero um barco meio mar
Um porto meio lar
Um corpo feito pra se amar e sem receio
Meio assim doente, de repente
Cheio desse olhar ausente
Meio louco
Meio um sufoco
Meio coca-cola
Meio mal dá bola
Meio inconsequente

Como se no meio da cidade
Na velocidade
Na saudade
Na maldade à toa
Nessa claridade, tanta coisa boa se desmancha feito um picolé no sol
E feito um picolé no sol eu quero estar agora
Pra esquecer do mal que tá lá fora
Me esperando pra cobrar a taxa
Tá com a mão toda suja de graxa

Tô ficando meio assim xarope
Dessa lengalenga, já amarre…

Ontem sopapo foi batido lá....

UMA CIDADE UM PAIS LUGAREJO
UMA IGUALDADE UM SOSSEGO E UM BEIJO
NUM CANTO DO MUNDO PERDIDO SEM DINHEIRO
TUDO É TROCA O VERDE A BANANA E A AGUA DO RIO
TRANQUILA
TEM UMA DEUSA E UM POVO QUE É REI
QUE TOCA QUE PESCA QUE CAÇA QUE AMA
TRABALHA E NÃO CHORA
PORQUE NÃO TEM CANGA
PLANTA DE DIA, COME DE NOITE
LARANJA, PITANGA E OS RAIOS DE SOL


Giba Giba, ou melhor, Gilberto Amaro do Nascimento, nasceu em Pelotas, e faleceu ontem, dia 3 de fevereiro de 2014. Dizia ter 150 anos, bem humorado o Giba. Me lembro com orgulho de ter trocado palavras com ele, após uma apresentação. O negão irradiava simpatia e carisma, um sorriso largo e franco, gente fina pra caramba!

Resumir Giga Giba a "cantor" ou "músico" riograndense é pouco, e tornar pequena sua grande carreira, sua militância cultural tão intensa. A expressão "agitador cultural" resume mais corretamente a carreira do cantor, compositor, pesquisador, percussionista e militante cultural afro-gaúcho mais importante…